Foram secas as palavras engolidas o meu corpo está frio, afinal, os dias sem ti não são dias iguais, são apenas dias banais.
quarta-feira, 31 de março de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010
SINGLE | GRAY
Foi uma voz com cor de cafeína que me disse.
MaIs uma vez te sinto fugir por entre os meus dedos, te sinto a entrar pelo meu corpo, perco os reflexos e abandono o toque suave de um veludo cor de carne.
Habitas-me mesmo que ausente...apareço nú, despido de todas as armas que até agora me fortaleceram agressivas batalhas.
Aqui permaneço conservado em sangue sobre pequenos pedaços de vidro.
.
segunda-feira, 29 de março de 2010
CAPITÓLIO
As músicas quentes que me tocast-te, os sorrisos doces que ofereces-te e as palavras parcas que me disses-te fogem entre os dedos.
Garrafas bebidas inundam o meu rosto já queimado por cigarros fumados à chuva. Um espaço alzul vazio de música e agora coberto por imagens de alguém... as horas escorriam como pequenas gotas e os sorrisos desenhavam-se nos rostos daqueles que te fazem.
Foi num dia, uma tarde à beira Mar.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
José Régio
"Vem por aqui"- dizem-me alguns, com olhos doces,
estendendo-me os braços e seguros
de que seria bom que eu os ouvisse
quando me dizem: "vem por aqui"!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há nos meus olhos ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
e nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
-Que eu vivo com o mesmo sem vontade
com que rasguei o ventre a minha Mãe.
Não, não vou por aí! Só vou por onde
me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber, nenhum de vós responde,
por que me repetis: "vem por aqui"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
redemoinhar aos ventos,
como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
a ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
só para desflorar florestas virgens,
e desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço, não vale nada.
Como, pois, sereis vós
que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
e vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
tendes jardins, tendes canteiros,
tendes pátrias, tendes tetos,
e tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha loucura!
Levanto-a como um facho, a arder na noite escura.
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
mas eu, que nunca principio nem acabo,
nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou.
-Sei que não vou por aí!
estendendo-me os braços e seguros
de que seria bom que eu os ouvisse
quando me dizem: "vem por aqui"!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há nos meus olhos ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
e nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
-Que eu vivo com o mesmo sem vontade
com que rasguei o ventre a minha Mãe.
Não, não vou por aí! Só vou por onde
me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber, nenhum de vós responde,
por que me repetis: "vem por aqui"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
redemoinhar aos ventos,
como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
a ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
só para desflorar florestas virgens,
e desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço, não vale nada.
Como, pois, sereis vós
que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
e vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
tendes jardins, tendes canteiros,
tendes pátrias, tendes tetos,
e tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha loucura!
Levanto-a como um facho, a arder na noite escura.
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
mas eu, que nunca principio nem acabo,
nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou.
-Sei que não vou por aí!
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
.... se são Histórias ou Estórias
(....)
deitado na pálida penumbra dos teus lençóis consigo chorar lágrimas com cheiro a ouro, sinto ardor nos meus lábios de tanto beijar.... frio no meu corpo de tanto calor aqui
ergues o sol e chamas o anoitecer de tanta prepotência que tem o teu corpo, chamar.te.ia Salazar se o fosses... consegues reunir tantos pós, tantas cales, tantos sangues e tantas flores.
Foste embora...
uma viagem a África
um pedaço de poesia
uma lágrima perdida
(....)
pedaços de ti
um beijo gélido
um acordar magistral
...as palavras já estão gastas meu amor.... mas não esgotamos o silêncio...
(....)
deitado na pálida penumbra dos teus lençóis consigo chorar lágrimas com cheiro a ouro, sinto ardor nos meus lábios de tanto beijar.... frio no meu corpo de tanto calor aqui
ergues o sol e chamas o anoitecer de tanta prepotência que tem o teu corpo, chamar.te.ia Salazar se o fosses... consegues reunir tantos pós, tantas cales, tantos sangues e tantas flores.
Foste embora...
uma viagem a África
um pedaço de poesia
uma lágrima perdida
(....)
pedaços de ti
um beijo gélido
um acordar magistral
...as palavras já estão gastas meu amor.... mas não esgotamos o silêncio...
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
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